Black Friday 2018: estratégia de pagamentos pode aumentar vendas do e-commerce

Vendas da Black Friday devem crescer 15% neste ano. Estratégia de pagamentos torna-se fundamental para um bom desempenho

Apesar de a Black Friday ter sido uma criação norte-americana, trazida ao Brasil apenas em 2011, foi no varejo brasileiro que ela ganhou uma das maiores forças globais e rapidamente virou tradição em toda quarta sexta-feira de novembro. Este ano, as compras da Black Friday 2018 devem movimentar R$ 2,4 bilhões — alta de 15% em relação ao observado em 2017, segundo levantamento da Ebit/Nielsen. No ano passado, o sucesso do evento foi tanto que o volume de compras do comércio eletrônico na data triplicou em relação à uma sexta-feira comum, taxa de aumento maior que em outros países, inclusive dos EUA, que apresentou aumento de 2,3 vezes.  Os dados são da Adyen, empresa global de tecnologia que processa os pagamentos dos e-commerces e negócios digitais que mais crescem no país, como Magazine Luiza, Dafiti, Amaro, Uber, 99, iFood entre outros.”Este número pode indicar uma tendência do brasileiro a aguardar a Black Friday para investir em produtos de ticket médio mais alto, como dispositivos eletrônicos. Além disso, como os descontos são expressivos nas lojas online, o consumidor também acaba aumentando o número de itens que coloca em seu carrinho em comparação a uma data regular do varejo”, explica Jean Christian Mies, presidente da Adyen para a América Latina.

Veja mais sobre o impacto dos pagamentos em entrevista exclusiva de Jean Mies ao InfoMoney:

Dados podem aumentar as vendas

Um grande facilitador dessa adesão à Black Friday é a forma como os e-commerces investem na experiência de compras, removendo as barreiras na jornada do consumidor, principalmente na hora do checkout, o que significa a hora de realizar o pagamento.

Para Wellington José, head de customer experience da varejista de moda AMARO, uma das características centrais que diferenciam o consumidor digital é sua velocidade na decisão de compra. “Ele não quer perder tempo, quer entrar no site ou no aplicativo, escolher os produtos que amou e realizar o checkout com a maior agilidade possível – sem atritos”, diz o especialista.

Segundo o estudo E-commerce Radar 2018, a desistência do carrinho de compras chega atualmente a percentuais alarmantes de 82% das intenções de compras. Em outras palavras, os varejistas estão perdendo a maioria de suas vendas nesta hora. “As empresas brasileiras aprenderam muito com a Black Friday nos últimos anos, mas muitos lojistas ainda dependem de tecnologias ultrapassadas para a aprovação e processamento dos pagamentos”, explica Mies.

Fonte: InfoMoney